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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Violência em Sergipe bate na porta das autoridades

O atentado a Iggor Oliveira é indicativo do descontrole da violência em Sergipe
Os números não mentem. Em 2014 o Estado de Sergipe foi onde a violência mais cresceu. O município de Nossa Senhora do Socorro, periferia de Aracaju, cravou o terceiro lugar no pódio dos municípios mais violentos do Brasil, com população superior a 100 mil habitantes, perdendo apenas para Altamira (PA) e Lauro de Freitas (BA). Os números foram divulgados e nada acontece. Não há um plano, um planejamento, um programa para combater a curto, médio e longo prazo este flagelo que destrói famílias e marca pessoas para o resto de suas vidas. Agora, depois da suspeita de atentado sofrido pelo prefeito de Poço Verde, Iggor Oliveira, talvez a segurança pública de Sergipe saia da letargia e, se não há condições para gerir o sistema, peça socorro!
Que a violência já faz parte do dia-a-dia do poçoverdense, disso ninguém tem dúvida. Só que ela ficava no andar de baixo. Eram os meliantes, drogados, ladões, mulas e outros infelizes que perdiam suas vidas para traficantes, vingadores ou pessoas especialistas em mandar gente para o inferno. Com a nota divulgada pelo prefeito de Poço Verde, Iggor Oliveira (PSC), ficou claro que ninguém escapará se a coisa descambar para o descontrole total.
No dia 31 de julho nas redes sociais, o prefeito de Poço Verde informou que, por volta das sete e meia da noite, estava em sua casa quando dois amigos foram até lá para lhe fazer uma visita. O carro em que eles estavam era igual ao da esposa do prefeito, um Wolkswagem Fox Branco, sempre usado por Iggor nas suas andanças pelo município. Assim que o carro parou na casa do alcaide, dois homens armados esperavam numa esquina e disseram "Não deixa ele descer não, atira". Claro que ninguém desceu e os amigos de Iggor caíram fora. Os meliantes não conseguiram acompanhar e o pior não aconteceu. 
Conversando com algumas pessoas, há quem afirme que foi afobação do prefeito. Mas não foi só o prefeito que desconfiou de tudo. A secretária Nelma, de Controle Interno, também alertou o chefe do executivo municipal sobre a questão. Por isso, o prefeito entrou em contato com o Comandante do Batalhão da PM de Sergipe na região e prontamente chegaram os policiais para levá-lo para fora da cidade em segurança. O caso é muito mais grave do que se possa imaginar porque pode não ser um atentado com o fim de roubar. Como em nossa região a política é feita de acordos debaixo de sete palmos para ninguém saber, é possível até algo pior. 
Iggor Oliveira informou à imprensa que levará o caso ao Secretário de Estado da Segurança Pública de Sergipe para colher depoimentos das testemunhas. “Uma situação gravíssima e que não me cansarei de buscar a verdade dos fatos.”, disse o prefeito. A polícia também deve ligar o atentado a outros fatos. É que também foi incendiado um veículo da Prefeitura de Poço Verde na Praça Tancredo Neves. É também um ato violento e de vandalismo que pode sim ter ligações com o atentado. Os amigos do prefeito, até aqui os nomes não foram divulgados, que foram abordados pelos suspeitos, registraram queixa na delegacia do município. É uma pena que esta reação do prefeito não aconteceu antes. Sabemos que não é tarefa do prefeito municipal a questão da segurança pública, mas porque não gritar, exigir, falar pelos seus? Por que só se cai na realidade quando a nossa porta é arrombada? O bom é que aconteceu! Antes tarde que nunca.